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quinta-feira, 7 de março de 2013

Nessa vibe...



Antes que eles cresçam

Affonso Romano de Sant'Anna





"Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. 
É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular, entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações. Crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância. Mas, não crescem todos os dias, de igual maneira, crescem, de repente. 
Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maturidade, que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde é que andou crescendo aquela danadinha, que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?

A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica, desobediência civil. E você agora está ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos. Entre hamburgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda, nos ombros nus, ou então com a blusa amarrada na cintura. Está quente, achamos que vão estragar a blusa, mas não tem jeito, é o emblema da geração. Pois ali estamos, com os cabelos já embranquecidos. Esses são os filhos que conseguimos gerar apesar dos golpes dos ventos, das colheitas das notícias e da ditadura das horas. E eles crescem meio amestrados, observando nossos muitos erros.

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. 
Não mais os colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgirem entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, do inglês, da natação, do judô. Saíram do banco de trás e passaram para o volante das próprias vidas.

Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvirmos sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância e da adolescência, cobertos naquele quarto cheio de adesivos, pôsteres, agendas coloridas e discos ensurdecedores. Não, não os levamos suficientes vezes ao maldito Play Center, ao Shopping, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo nosso afeto. No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhos. Sim, havia as brigas dentro do carro, disputa pela janela, pedido de chicletes e sanduíches, cantorias infantis. Depois chegou a idade em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível largar a turma e os primeiros namorados.

Os pais ficaram então exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas não de repente, morriam de saudades daquelas pestes. O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar nosso afeto.


Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam"


***

Ando assim, sentindo saudade de vocês, meus pequenos. Sinto, vejo e ouço vocês crescendo...ganhando o mundo e, embora deseje do fundo do meu coração que vocês cresçam, amadureçam e voem, eu queria poder segura-los mais no meu colo, aninha-los por mais tempo nos meus seios, sentir mais um pouco aquele bafinho de leite, sorrir e receber em troca aquele sorriso quase banguela... Ai que saudade de quando nós eramos um só. Não quero parecer egoista, mas queria parar o tempo e ter vocês aqui, embaixo das minhas asas para sempre.
Com amor, 
Mamãe.

domingo, 3 de março de 2013

Contando um 'causo'...


Todos os dias é assim, uma conversa fofa sem fim! Amo! Demais!





Ai, ai,ai como é que faz para o tempo correr beeeem devagarzinho?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

#MamãeGata2013: Malhando em casa.



A reeducação alimentar (RA) está indo bem. Devagar e sempre eu vou me libertando dos velhos hábitos e incorporando uma mentalidade nova em termos de alimentação saudável. Mas, como uma andorinha só não faz verão, é preciso associar a dieta balanceada a pratica de exercício físico, e se tem uma coisa nesse mundo que eu odeio 'dicumforça' é fazer qualquer atividade física. Nunca na vida pratiquei uma atividade fisíca, nem nos tempos de colégio...eu era mais escorregadia que quiabo e sempre conseguia enrrolar o professor e sumir no meio da aula (confesso =D). Porém é preciso praticar uma atividade física.
 Não gosto de nenhuma modalidade, odeio academia, aquele monte de gente suada, aquele calor, aquele cheiro de suor...aff, credo! (call me fresca, porque eu sou mesmo) (abreparenteses) suor me deixa irritada num grau que ninguém imagina. Sério. (fechaparenteses) Porém eu tenho que encarar a prática do exercício como um remédio. Não tem jeito, tem que fazer e pronto.

Frequentar uma academia está fora de cogitação pelos motivos que eu já citei e porque eu tenho duas coisas lindas andantes e falantes em casa e apenas uma ajudante. Isso dificulta e muito eu sair de casa por pelos menos 2 horas. Daí que me restou fazer um esforço e comprar um aparelho de ginástica para malhar em casa mesmo.

Acabei optando pelo elíptico porque de todos que eu experimentei foi o que eu mais gostei de fazer. Pesquisei bastante e, depois da esteira (que não rola porque eu fico tontinha de cair no chão), ele é o mais completo.

Pesquisei algumas marcas e de todas a mais bem referenciada foi a Atletic Way. Acabei comprando o modelo 460EP que é esse aqui

Diz à boca pequena que esse bichinho pode proporcionar um gasto calorico de até 900 calorias. Cataploft morri...magrilinda! =D

Uma vantagem desse tipo de equipamento é que ele "protege" as articulações, uma vez que ele tem baixo impacto. Meus joelhos são f#@*didos desde a gestação, por conta do edema monstro que eu desenvolvi nos últimos meses da gravidez

A Atletic Way também oferece o serviço de Personal on line para quem compra os aparelhos, além de dar uma orientação, ele também dá dicas de como tornar seu treino mais efetivo. Achei essa possibilidade muito útil no meu caso.

P.S.: Nem preciso dizer que não tô ganhando nada, nadica de nada da Atletic Way. Mas gosto de compartilhar o que eu sei e que pode vir a ajudar outras pessoas também.
 
Tô cheia de expectativa e super mega ansiosa para começara treinar. (falou a pessoa que detesta atividade física....hahahaha!!!!)

Agora é só esperar o 'bunito' chegar. 

See ya!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Janeiro: O que teve?

Teve reforma da área de serviço (assim que arruma-la do meu jeitinho, posto fotos =D)...


Teve mudança de velhos hábitos...



Teve eu "jacando" e detonando de leve a reeducação alimentar logo na primeira semana...

 
Teve visita a creche...


 Teve minha primeira corrida pelas livrarias/papelarias para comprar material escolar... >.<


Teve os pequenos aprontando todas e muito banho de magueira...

Teve os pequenos ANDANDO...

 

Teve Ryan Reynolds morrendo de medo de perder o seu papel como Lanterna Verde...
 
Teve Feira de Santana ensaiando para o inferno, mas teve chuvas monumentais também...



Teve uns minutinhos de descanço da mamãe...


E assim passou o primeiro mês do ano!

See ya!

sábado, 12 de janeiro de 2013

#MamãeGata2013:O parto, digo, o começo


As vezes a gente precisa chegar no fundo do poço para pegar o impulso para subir. Pelo menos é o que dizem, e olha, comigo foi bem assim. Fazendo uma retrospectiva, lááá em abril de 2011 eu estava pesando 61kg, não estava no meu peso ideal, mas tava satisfeita, vestia minha calça tamanho 40 e tava tranquila. Daí eu engravidei, e de gêmeos. Não tinha nem como engordar só os 10kg, porque só de menino eu tinha quase 6kg na barriga. Engordei 17kg no total, fora o edema gigante que eu desenvolvi no finalzinho da gestação, que eu deveria ter uns 5 kg de liquido em cada perna. Sem exagero. Ok, talvez um pouco de exagero...rs!

Durante a gestação, tentei me controlar para não engordar demais, já prevendo que perder seria bem complicado. Tentei levar uma alimentação com bastante fruta e pouca porcaria. Daí os pequenos nasceram, eu perdi uns 7 ou 8 kg, mas ainda ficaram quase 10kg. Não que isso seja razão, mas a rotina de cuidar de gêmeos não é moleza não. É uma pauleira louca, e juro que não tive força nenhuma para nada. Me desleixei mesmo. Tive muita preguiça, muito cansaço e tudo isso me deixava ansiosa e insatisfeita como que eu via no espelho. Deixei o barco correr solto, porque eu quis.

Cheguei ao ponto em que nenhuma, NENHUMA das minhas roupas antigas cabiam mais em mim. Usei as roupas que usava na gravidez e tive que praticamente refazer meu guarda roupa. Comprei batinhas G (algumas GG) e calças 44!!! Quando me vi nessa situação, comecei a perceber que eu tava indo pelo caminho errado, mas sabe, eu demorei para tomar uma atitude...onde eu estava era tão confortável que...
Bom, aí meu pequenos começaram a crescer e andar e eu percebi que não tinha esse pique...eu já ACORDAVA cansada.  Era hora, AGORA eu tinha que dar meia volta e pegar outro rumo. E foi aí que eu decidi mudar. E é aqui que nasce o projeto #MamãeGata2013!

Não quero deixar de correr, pular, brincar, curtir a infância dos meus filhos, porque estou gorda e cansada para isso...NÃO MESMO! Quero que eles tenham orgulho de mim, e me achem bonita, e vejam e aprendam comigo que ser saudável é muito melhor. Quero ser exemplo, um BOM exemplo para eles.

Então é isso...

Se esse fosse um blog comum, eu diria #partiu, maaaas como é um blog de mãe, eu digo #nasceu!

He-He!!!