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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Eu sei, mas não devia...


"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma."

 Marina Colasanti


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Na hora do soninho...


Não tem coisa mais linda do que uma criança dormindo né? Fala a verdade? Você sente uma paz enorme só de ficar olhando.

Mas JÁ TÔ SABENDO que esse soninho nem sempre é tão fácin-fácin quanto parece e a mãe de primeira viagem sempre se desespera com o bebê que não dorme ou chora muito. Eu sei que existem dezenas de livros por aí, com uma receita mais infalível do que a outra e sei ainda que é a receita de casa que faz milagre, ou seja,  a mamãe descobre o que funciona melhor com o seu bebê. Tô errada meninas? (tô 'sisentido A sabida. Deixa chegar a hora do 'vamo ver' para ver como eu me saio)
Ainda não li nenhum desses livros (quero dicas). Vou esperar o positivo para não ficar me sentindo ansiosa (demais).

Daí que nessas minhas andanças pelos blogs de mamães eu descobri um site cheios de musiquinhas de Rock´n Roll de ninar...sim, eu disse DE NINAR! Esqueçam esse papo do Boi da Cara Preta. =oP

As músicas são todas instrumentais e mais suaves do que as suas versões originais, claro. Tem músicas de várias bandas conhecidas (não sou metaleira, mas um rockzinho de vez em quando cai bem) como Perl Jam, Nirvana, Pink Floyd, Metallica, Aerosmith, Ramones, Coldplay, Beatles, Elvis Presley, Queen, AC/DC, Smashing Pumpkin, U2...

Você pode ouvir um pouquinho das músicas no site da Rockabye Baby.

O Submarino vende o cd pela mixaria de 69,90 a 74,90 reais (oi?), na Amazon.com tem e não é caro. Tem também a possibilidade de você baixar pelo 4shared (se isso não for contra os seus princípios) . Algumas bandas eu não encontrei, mas tem arquivos da maioria.

Eu adorei a idéia e, quando o meu rebento chegar, nada de aterrorizar os seus pequenos ouvidos com minha voz meeega linda e afinada. Eu baixei o cd do Rockabye Baby dos Beatles...e quase durmo ouvindo o arquivo.
Tá aprovado, pelo menos por mim...hahaha!



Rockabye Baby - Here Comes The Sun (The Beatles)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

#wishlist: Sling

A gente mal decide engravidar e já começa a sonhar com o enxoval né? Quem precisa de um HCG reagente para começar a pensar nisso? Eu não preciso. Hahaha!

Bom, eu já comecei a pensar no enxoval do meu futuro-bebê e já comecei a fazer minha wishlist. O item que encabeça a lista é o tal do sling.
Sim, eu sei que o enxoval de bebê é feito de uma lista repleta de coisas e que tudo isso custa uma grana e tal. Tô consciente disso. Do mesmo modo que eu já sei que não se deve investir um rim direito em roupinhas caras pois o bebê cresce na velocidade de luz e perde muita roupa, as vezes nem chega a usar. Tô mentindo?

Ah, mas e porque um sling tá no topo da minha lista de desejos como futura mamãe?
Bom, muito provavelmente não terei empregada fixa. Não gosto, tira minha privacidade e sei lá estraga muito as coisas (e eu amo cada coisinha da minha casa, cada copo, talher...). Eu digo provavelmente porque né, eu tô falando do que não sei, mas vamos esperar para ver.

Muito antes de decidir engravidar eu já fuçava a blogsfera materna e vi muitas vezes as mães falando do tal do Sling. Meu primeiro intem de consumo "mamãezístico"
  • O Sling: 
A primeira vez que ouvi falar de "slingar" eu fiquei alucinada. Achei a idéia fantástica, não só porque permite um melhor contato mãe e filho, mas principalmente por você poder carregar o seu neném e ter as 2 mãos livres AO MESMO TEMPO. Não é legal isso? (mamães de plantão, digam se não é importante ter AS DUAS MÃOS LIVRES enquanto você carrega o bebê?)

Vejamos uma situação: Você tá em casa, sem diarista/marido/sogra/mãe . Tá sozinha com seu neném de, sei lá, 4 meses. Ele tá acordadinho enquanto você tá preparando o almoço e PÁ percebe que acabou algum ingrediente importante, como o sal (comida sem sal nenhum não rola né?). O que você faz para ir ao mercadinho da outra rua? Você SLINGA! Amarra o neném e vai lá no mercado, compra e volta. E se o neném chorar, você pode nina-lo com uma das mãos.
Muito melhor do que armar o carrinho, descer com o carrinho...tentar ir andando com o carrinho nas calçadas, caindo com o carrinho em buracos até...ufa...chegar no mercadinho. Olha o sofrimento?

Ou então, naqueles dias que o bebê tá chatinho, com cólica, chorando só querendo ficar no seu colo. Seus braços estão pedindo penico...o que você faz? Coloca o bebê no sling e vai ser feliz!
Exitem vários tipos de sling  e cada um pode ser usado de formas diferentes e até idades diferente também.


  •  Sling de Argola
papais também slingam...
A tradução literal de sling é Tipóia. Um longo pedaço de tela que passa por sobre o ombro e o lado oposto da bacia e se ajusta entre 2 argolas.  A possibilidade de ajustar o tamanho permite que pessoas de diferente porte possam utiliza-lo.
Se ajustam facilmente. As posições de uso são as mesma que no Pouch: de frente, lado e atrás e as mesmas variações na posição do bebê.


  • Wrap Sling 

 
 Um pedaço de tecido de entre 3 e 5m, que se amarra a redor do corpo da pessoa que carrega.
Existem varias maneiras de utilizar o mesmo e se distribui sobre os dois ombros, formando um bolso para o bebê.
É muito confortável e suporta bebês de todos os tamanhos. Permite a amamentação e é muito versátil, podendo ser usados na frente, lado ou atrás. O bebê pode ser colocado e retirado facilmente.
O wrap sling permite maior contato pele a pele, (no sling com argola ou pouch você ainda tem uma camada de tecido entre você e o bebê, no wrap não). Por isso ele é recomendado para o método mãe canguru com prematuros e para recém-nascidos. Ele garante uma posição ergonómica e segura bem as costas e cabecinha do bebê, também durante o sono.


  • Pouch Sling

A palavra Pouch vem do inglês e sua tradução literal é bolsa.
É basicamente um longo aro de tecido, dobrado no meio, o que cria uma espécie de bolsa para o bebê.  Se usa sobre um ombro e o lado oposto da bacia. Pode ser fabricado com tecidos levemente elásticos. Alguns modelos são ajustáveis para que pessoas de diferentes tamanhos possam utiliza-lo. O sistema de ajuste geralmente consta de fechos (zippers) ou botões.
São de uso muito simples e o bebê pode ser amamentado quando está no Pouch. É muito versátil já que pode ser usado com bebês de todos os tamanhos, inclusive com recém-nascidos. também pode ser utilizados de diversas maneiras: na frente, de lado e atrás e com variações na posição do bebê: deitado ou na vertical.



  • Canguru tipo mochila  


Estes carregadores funcionam como uma mochila, com alças sobre os dois ombros e uma alça na cintura. Pode seu usado de frente, lado e atrás e mantem o bebê sentado em todo caso. São bons para carregar bebês de maior tamanho, de uso simples e pode ser usado por pessoas de diversos tamanhos. É importante destacar que existem muito modelos onde as pernas do bebê não estão em posição fisiológica, o que afeta o desenvolvimento da bacia. Para que não seja assim, o carregador devem manter as pernas inclinadas com os joelhos um pouco acima da altura do bumbum, e não simplesmente penduradas.




***
De todos os que eu mais me interessei foram o de argola e o wrap. Parecem ser mais confortáveis e permitem várias posições tanto para carregar quanto para posicionar o bebê.


Agora eu quero saber das mamães ou das futuras mamães qual a opinião de vocês sobre o sling? Vale a pena investir?




*Essas e outras informações eu encontrei nos sites do Slingando e no Baci Baby!