segunda-feira, 21 de março de 2011

Fica, vai ter fruta.

A verdade é que a "outra eu" preferiria o hambúrger no lugar da maçã. Eu nunca dei a muita bola para esse papo de "comida saudável". Não até  agora.

Antes não passava sem uma coca-cola gelada até o talo, comia de tudo sem analisar se o que eu tava comendo era ou não equilibrado. Fazia orgias gastronomicas a rodo...rs!
Daí eu decido engravidar e a mágica toda acontece. Agora nem eu me reconheço mais.

Quem diria que eu trocaria um pacote de biscoito Bonno por uma maçã no lanche da manhã/tarde? Que em vez de comprar aquela trufa mega deliciosa na faculdade eu LEVARIA DE CASA  um kiwi cortadinho? Que a pipoca com muitas manteiga, sal e queijo ralado se tornaria uma pipoca com pouca manteiga, pouco sal e sem guaraná, mas com suco de maracujá?
Ir ao Shopping a noite e não comer na Burguer King era um Haram brabo, quase uma condenação automática para arder no mármore do inferno. Hoje eu olho aquilo e digo..."ai, que nojo...quanta gordura". Quem diria, meu Deus!
 
Essa história de maternidade (ainda que seja só a idéia) muda mesmo a gente, te contar. E a mudança é tão natural que você se vê fazendo aquilo e custa acreditar que essa é você, entende? É como se eu tivesse sofrido alguma mutação cerebral e meu cérebro passou a funcionar diferente do de Dezembro de 2010.


E agora é assim, meu almoço tem mais feijão, arroz integral e um toque de verdinho (porque não virei vegetariana...ainda) e menos macarrão e batata e a minha geladeira tá cheinha de frutas diversas, sucos e iogurtes. Uma coisa linda!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Eu grávida...

...de uma almofada, em uma aula de Fisioterapia Aplicada a Gineco-Obstetrícia lááá em 2006!
Junto comigo, Gily 
=P

Peguei vocês! rs...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Faculdade X Maternidade

O fato de ainda estar (de novo outra vez) na faculdade foi, durante muito tempo, um fator impeditivo na minha tomada de decisão de engravidar, mas como lidar com aquela vontade louca-alucinada de ser mãe? 
Me chamem de ridícula, imbecil, retardada, mongol... mas eu sentia aqui dentro que tinha chegado a hora. Tinha que ser agora. Era o tal chamado da natureza. Meu corpo pedia isso e eu não tinha como ignorar. Eu só pensava nisso e o resto perdeu a graça.

Então passei a pesar tudo, os prós e os contras que eu enxergava de ter um filho no último ano da faculdade e os prós e os contras que os outros enxergavam e faziam questão de me dizer (porque se tem uma coisa que a humanidade ama fazer é impor dizer como você deve agir), mas  no final das contas, o que conta mesmo é o que eu penso e o que Bruno pensa. Não é que eu não ouça a opinião dos outros, e até acato algumas, mas felizmente a vida me deu uma peneira enorme nos meus ouvidos. 

Claro que eu tenho a consciência de que conciliar filho com faculdade não tão fácil como cortar manteiga, mas eu não sou a primeira mulher na face da terra que vai passar por isso e mais, seria tão mais fácil assim conciliar filhos e emprego?

bom, eu sou aloka do esquema, listas e cronogramas. Esquematizo tudo, listo tudo e faço cronogramas de tudo também porque assim 'sisinto' no poder, controlando as coisas (sei que não rola, mas né gosto de me iludir. Posso? =P). 
Daí que com a idéia da gestação durante a faculdade não seria diferente. Fiz trocentos esquemas de grade disciplinar para os próximos 3 semestres e cronograma para cada mês de cada semestre eu venha por ventura engravidar. Essa sou eu, beijos!

Eu sei que, para quem lê é um pouco confuso entender, mas o fato é que se tudo ocorrer dentro da normalidade (gestação tranquila com 40 semanas- amém!) a gravidez não vai interferir  (do verbo embolar o meio de campo. Tô preparada - acho) na faculdade. Pode dificultar um pouco, mas tô aprendendo a viver um dia por vez. Se chegar lá na hora e eu ver que 'nunguento', eu tranco e pronto. Não vou adiar minha felicidade por isso. Eu escolhi ser mãe agora e isso é maior do que eu ter um  outro diploma, um emprego, ganhar meu salário, bancar certos luxos. Isso eu posso fazer até o os meus 65 anos. Hoje eu posso abrir mão de uma roupa nova ou um sapato da moda, mas não posso e nem QUERO abrir mão de ser mãe de alguém.

domingo, 13 de março de 2011

A busca pelo GO

 



Antes de casar eu costuma a ir em a uma ginecologista que não era obstetra, então logo quando casei eu busquei um ginecologista que também fosse obstetra (dã). Eu tinha em mente um médico específico. Queria ele porque todo mundo que eu conhecia e que foi paciente dele durante a gestação simplesmente a-m-a o cara. Não tive dúvidas em me tornar paciente dele, pensando justamente no futuro. Filhos não estavam nos planos naquele momento, mas seria bom estabelecer uma relação médico-paciente antes de engravidar. E de fato ele é um excelente profissional, na minha opinião.
Eu fui paciente dele por 3 anos e meio e, bem no momento que eu decido engravidar, o plano de saúde da empresa mudou e o meu GO não atende pelo novo plano. Pagar particular seria uma opção se a consulta (fora os exames) não custasse 300,00 reais. morrih

A saga começa.

Abro o novo livro do convênio e, Dio Santo, quantos nomes e eu não conheço nenhum! Como saber quem é legal e quem não é?  E esse não é tipo de especialidade que dá para arriscar e ver se é bom ou não. O ideal é ter pelo menos uma indicação. Dri (que também é GO) me  indicou  uma amiga dela. Liguei e só consegui marcar pra quase 1 mês depois.(29/01/11).  E quando chegou o dia da consulta a GO teve um parto de emergência para fazer e cancelou as consultas desse dia. Mais do que justo, isso não foi o que me aborreceu. O problema foi tentar remarcar. Por causa do incêndio do prédio da Oi a central de marcação do plano de saúde tava bichada e eu tinha que ligar 20 vezes para na 21ª se atendida e torcer para a ligação não cair. Resultado: Só consegui marcar para dali a 1 mês depois (26/02/11). Marquei e quando faltava uns 3 dias para a minha consulta eu recebo uma ligação do plano dizendo que eu não poderia ser atendida naquele dia e se eu queria remarcar para 25/03/11? Não me deu nenhum justificativa, só disse que não seria possível  ser feita a consulta. Fiquei  bem chateada e cancelei a consulta. Eu não ia aguentar mais um mês esperando uma consulta. Eu queria liberar loooogo. Liguei para o marido e pedi a ele para perguntar lá no trabalho dele se alguém indicava algum GO que atendesse pelo nosso plano.  Me indicaram 2: Um só tinha consulta para 12/04 e outro tinha para o dia 25/02/11. Nem preciso dizer que marquei para o dia 25/02. 

Chegou o dia da consulta. Quando cheguei no consultório já tinha uma gravidinha e uma pós-parto lá.  Entrei, dei os documento, sentei e fiquei imaginando quando eu voltaria lá grávida e se eu iria me identificar com esse novo GO.

Chegou a minha vez.

Não sei dizer qual foi a minha primeira impressão, mas posso dizer que gostei dele. O novo GO tem uma cara engraçada, parece meio "azuado". Durante a consulta ele foi muito simpático, conversou comigo e com Bruno (que pela primeira vez foi comigo ao ginecologista), brincou, me mandou vestir aquela camisolinha descartável mega tranparente que não valoriza ninguém e me mandou deitar na maca. Ele me examinou e  enquanto isso eu puder ver, preso na parede ao lado da maca, um monte de fotos dele carregando recém-nascidos  outras tantas só dos recém-nascidos. Tinha foto nova e brilhante e tinha foto já amarelada (daquelas que vinha um adesivo com o mês e ano, lembra?) Achei  tããão lindo ele colocar todas aquelas fotos ali. Ele acabou o exame e disse que tudo estava bem. Prescreveu os exames de sangue e me disse que só voltasse lá grávida, fazendo o favor. Dei uma risada nervosa (afinal, era só uma questão de dias para fazer os exames e esperar o meu próximo ciclo para FINALMENTE eu dar inicio ao meu grande e maior sonho, o de ter um filho).


E no fim ficou aquele sentimento de quando a coisa tem de acontecer e ela simplesmente acontece.

quarta-feira, 9 de março de 2011

E a saúde como vai?
























Quem nunca ouviu a frase "quando se tem um filho, tudo muda"? Então, eu - do alto da minha semi-maternidade- me atrevo a dizer que quando se decide ter um filho, mesmo sem nem se quer estar grávida, TUDO muda. Eu mudei. 

Eu sempre fui meio displicente com minha saúde. Nunca me preocupei com colesterol, com glicemia, nunca me alimentei bem (pelo menos não como deveria), atividade física então? Rá! Mas aí, desde que decidimos mesmo ter um filho esse ano, tudo mudou em minha cabeça. Diminui consideravelmente meu consumo de doces e refrigerantes, tenho buscado me alimentar melhor, principalmente quando eu como na rua, estou tentando começar um atividade física nem que seja só caminhada.

Histórico Médico
 - Tudo nos conformes. Tiróide bem comportada, aguardando o resultado da punção que eu sempre faço a cada 2 anos. O nódulo não cresceu e nem apresentou vascularização ao US.

Exames ginecológicos:
- Demorei mais consegui marcar um novo GO (conto em um outro post) e segundo ele tá tudo bem. Graças a Deus!

Exame de Urina:
- Tive sintomas de uma infecção urinária em fevereiro, mas preferi fazer uma urocultura para saber qual a bactéria e não sair por aí tomando qualquer antibiotico (ter um farmacêutico como marido dá nisso). Daí, sem me dá a menor explicação os sintomas sumiram (oi?) antes do resultado.  O resultado saiu e deu positivo para Escherichia coli. Vou refazer o exame para ver se tudo bem e se der outra vez tomo o antibiótico.

Exame de sangue:
-  Feito.Eu estou imune a Rubeola, Toxoplasmose, Hepatite B e C. Negativo para HIV e Síflis

Pressão:
- Normal, 10x70cmHg como de costume.

Vacinas:
- Meu cartão tá todo em dia, só falta mesmo a 2ª e 3ª dose da Anti-tetânica que eu tô com um medinho da dor. =D

Ácido Fólico:
- Tomando desde janeiro

Suspensão dos métodos contraceptivos:
- Hahaha. "Cê' acha que eu não já fiz isso?





Agora que está tudo 'ok' só o que eu tenho a fazer é treinar bastante e  aguardar o positivo. Vale dizer que não tem ninguém  ansiosa por aqui...rs! (por enquanto a ansiedade tá até gostosa.)