sexta-feira, 17 de maio de 2013

Dia de Vacina


Dia de vacina é de longe o pior dia. Os pequenos sempre ficam abusadinhos, choramingando, com febrezinha chata e tal. Normal, eu sei.  Eu sempre fico com a atenta, ligada nos movimentos das enfermeiras do posto. Fico pra morrer com algumas coisas que eu observo e fico puta com a falta de carinho (não é a mãe quem está falando. Ou é?) com que tratam os paciente e a rispidez em aplicar a vacina. Sem falar no bate-papo, que convenhamos, é muito inconveniente. Mas a gente meio que já tá acostumada.

Eu respirava aliviada porque essas eram as últimas doses de reforço das vacinas contra a Poliomielite, a Menigite C e a Tetravalente (tétano, difiteria e coqueluche + Hepatite B). Crias vacinada, voltei para casa. Dei banho, dei almocinho e deixei tirar um cochilo antes de ir para a creche.  Uns 10 ou 15 minutos depois, vou ver se está tudo certo com os pequenos e percebo que Gundo tá um tanto inquieto no berço. Quando eu o peguei no colo, ele estava beeeem pálido, com os lábios, mãos e pés roxinhos. Ele tremia todinho, não conseguia controlar seus movimentos. Desesperei. Surtei. Alucinei. Senti um frio na espinha e eu juro que pensei que meu filho iria morrer ali, nos meus braços. Ele parecia um cadáver de tão pálido e roxo.

Corri para o meio da rua, com o celular na mão e Gundo no meu colo, enrrolado no lençol.  Fique cega, tonta, sei lá...nem sei como fui parar ali.  Liguei para minha tia e ela me levou a emergencia. Chegando lá fui logo atendida e Gundo foi medicado com uma dose alta de dipirona. Fiz banho de resfriamento nele, deixei só de fralda no ar condicionado. Tudo para tentar baixar a febre que já estava em 40ºC.
A explicação para essa reação dele é que, segundo o médico, a temperatura subiu rápido demais.

E de fato, do momento que eu percebi ele inquieto no berço eu verifiquei se ele tinha febre e não tinha. Quando eu cheguei na emergência ele já estava com 40°C de febre. E tudo não levou mais do que 20 minutos. 

Não é que seja uma reação normal, mas é esperada. A bitch da Tetravalente é a responsável por esse tipo de reação.
Como doeu, por um minuto pensar, imaginar que eu poderia perder meu filho.

Clara, graças a Deus, teve uma reação mais fraca. Com febre, mas sem nenhum outro sintoma.

 *


6 comentários:

Fabi Multifuncional disse...

Meu Deus, Larinha, q susto! Só de ler, já chorei, daí imagino a sua angústia!!! Mas graças a Deus q o pior já passou! Muuuita saúde para a sua duplinha aí!
Mil bjs, Fabi

Dani disse...

Voltei no tempo lendo seu relato...quando por um instante tive o mesmo pensamento que vc quando tbm peguei minha filha, roxa e toda mole nos meus braços: vou perdê-la. Ela tinha mais ou menos a idade dos gêmeos, e é uma coisa que me dói até hoje! Não gosto de lembrar, apesar de nunca esquecer...me traumatizou de um ponto que eu não queria mais morar no AP em que tudo aconteceu. Fiquei tão atônita, gritava tanto que entreguei ela nos braços do pai e saí de junto pra não "ver o pior". Ele que a reanimou...ela não respirava...já estava totalmente roxa, meu Deus que desespero! Foi um ataque convulsivo com 5 episódios, um perto do outro (o que se considera apenas 1) foi um dia negro da minha vida que jamais esquecerei. Nunca tinha sentido aquele medo...Pois bem, graças a Deus nossos filhos estão bem, hoje, e glória a Deus por isso!
Abraço apertado e fica bem! Beijo em Gundo!

Adriana Barretto Bomfim disse...

que susto!!
a gente nem pode ver os pequenos doesntes q já fica doida,imagina vc!!
bjo

Sara Lima Saraceno disse...

Affffffffffff! Sei nem o que dizer... Graças a Deus que ele está bem!!!
Bjo

.::Carol::. disse...

Ainda bem que está tudo bem, só de ler meu coração ficou apertado, imagino seu desespero....
Mas graças ao nosso Pai foi só um susto mesmo...
e é bom a gente ler e saber o que pode acontecer....
beijos

Elma disse...

Apesar do enorme susto, graças á Deus tudo certo no final. Melhoras para os pequenos.